segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Tipos de filmes

O mamute tem andado a observar que ser argumentista na teoria não é assim tão difícil. Se querem fazer um filme que venda milhões, é simples. Se repararmos bem, todos os anos saem milhares e milhares de filmes reciclados para as salas de cinema por esse mundo fora. No fundo bastava existir um filme no mundo. O nosso cérebro não ia perceber a diferença.

Eu dividi então esses tipos de filme nas seguintes categorias:

Filmes de catástrofes: Há um furacão, um dilúvio, um desastre qualquer que por alguma razão só afecta os Estados Unidos. Personagens: Um cientista divorciado da mulher que trabalha horas a fio e tem a casa num caos. A mulher é casada com outro que por sua vez é sempre um totó e a dita cuja ainda está apaixonada pelo ex marido só que não sabe. O americano heroico detecta a catástrofe, ninguém acredita nele até que as coisas começam a acontecer subtilmente e de repente já é uma avalanche nacional. Alguém na casa branca avisa o presidente da seguinte maneira “Sir, you have to see this.”, (a frase usada não pode ser outra, tem de ser sempre esta), e as estradas são cortadas. O fim do mundo inicia-se, morre toda a gente, o cientista vai tentar salvar a mulher e os filhos enquanto toda a gente à volta morre e é nesse momento que ela se apercebe que ainda o ama. O mundo é destruído e eles vivem felizes para sempre. Fim.

Filmes de adolescentes parvos: Um puto gosta de uma miúda que namora com o bonzão que é burro que nem uma porta e joga rugby ou outro desporto qualquer. Esse dito puto e os seus amigos que são um gordo e um ruivo totó engendram planos para a conquistar, ele consegue, anda à porrada com o bonzão, ela fica do lado dele, depois descobre que o puto fez um plano qualquer para ficar com ela, ela acaba com o puto, ficam os dois tristes e de repente pensam “MAS NÃO!” e ficam juntos para sempre. O gordo e o ruivo totó entretém-se durante a película a ver gajas boas. No meio disto e sabe-se lá porquê surge uma festa numa casa enorme com piscina onde toda a gente se embebeda. Fim.

Filmes de terror: Uma família vai viver para uma casa cheia de pó (onde ninguém queria morar de qualquer maneira) e que tem fantasmas mas eles não sabem. Começam a acontecer coisas estranhas a pouco e pouco e às tantas é apocalipse. Depois descobrem que morreu lá alguém mas o fantasma não é mau e só está a pedir ajuda. Pode haver anéis ou outros objectos de família com cem anos envolvidos. Eles resolvem lá a cena do fantasma mas mudam de casa porque entretanto aquela acabou por cair aos bocados. Não sei quantos meses depois vê-se outra família que deve ser estupida a mudar-se para a casa outra vez com a sensação de “continua... Muahah!”. Fim.

Comédias românticas: Praticamente iguais aos filmes de adolescentes parvos, mas com actores acima de 30 anos e sem a nudez e as bebedeiras.

Filmes de vencedores: Este pode dividir-se em duas categorias. A primeira é basicamente é um miudo ou miuda que é do gueto e tem o sonho de ser bailarino ou cantor ou palhaço ou o que quer que seja, mas toda a gente lhe diz que é impossível. Um dia aparece um professor que o incentiva e ele pensa que vai conseguir realizar o seu sonho até que acontece um imprevisto, tipo o circo da cidade não aceitar mais palhaços, e ele desiste. O professor diz-lhe “mas não, tens de continuar!” e ele não quer mas depois pensa duas vezes e aparece no circo onde o professor está na plateia a assistir. Todos sorriem, batem palmas, ele ganha a competição e vivem felizes para sempre. A segunda é uma turma de pessoas do gueto mal comportada que se recusa a aceitar o professor e o professor tenta ser do gueto como eles mas eles riem-se. Depois o professor começa a entranhar-se nos seus corações e de repente toda a gente o adora. A sequencia é a mesma da primeira história, sendo que nesta a turma inteira é que é palhaça no fim, em vez de um só miudo. Fim.


É tudo. Se alguém tiver outro género a sugerir ou se eu me lembrar, postarei. Boa sorte para os futuros argumentistas que por acaso leiam isto.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Dicionário de Português - Lisboeta

Tenho vindo a observar, como Mamute bem alfacinha que sou, o que as bocas do povo por essa linda Lisboa fora apregoam. Reparo que em todos os pontos do país, os sotaques são bem marcados e referidos em diferentes contextos em tom de sátira. Quem é que nunca imitou o carregado sotaque do porto ou o cantante sotaque algarvio? Não há que enganar. Mas noto que este país parece ter-se esquecido de um sotaque muito particular, é esse o nosso belo sotaque lisboeta.
Atreveria-me até a dizer que se criou uma espécie de dialecto lisboeta que poucos estrangeiros, por mais português que aprendam, entenderão. Decidi então criar um dicionário de português - lisboeta para que fique mais clara a sua compreensão.
Primeiro que tudo eu divido o lisboeta em três categorias: o típico barrista lisboeta, o lisboeta citadino e o lisboeta jovem. Todos eles têm expressões comuns e outras diferentes. Vamos a isto:

Mnhé - Mulher. Esta abrange as camadas mais adultas. Ex. "Aquela mnhé passou-me à frente".

Mnhó - Melhor.

'Tás - Estares. (também pode servir para estás) Englobo com a palavra de cima o exemplo: "É mnhó tás quieto."

Cás - Carlos.

Cáxa - Caixa. (serve também para baixa)

Pache - Peixe.

Comê - Comer. (funciona para todos os verbos, também em A, como "pensá". Na camada popular é mais aplicado o "Comere, fazere, etc.) Ex. com a palavra acima referida "Não vais comê o pache?"

Pfum - Perfume. (geralmente mais aplicada às camadas jovens)

Mêm - Mesmo. Ex. "Esse pfum cheira mêm bem".

Qués - Queres.



E por hoje é tudo. Se me for lembrando, acrescentarei mais palavras ao dicionário. Aceito sugestões e andarei atentamente de caneta e bloco em punho nos transportes da carris.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

domingo, 8 de novembro de 2009

Cai-cai.

Ora bem, eu não percebo nada de futebol, mas... Caicedo? Estava eu tranquilo no meu sofá, como só os mamutes sabem fazer, quando passivamente via o jogo do sporting enquanto escutava o relato. Normalmente o meu cérebro mamutesco desliga após cinco minutos de relatos, mas não pude deixar de ouvir as seguintes palavras “E queda de Caicedo”. Queda de Caicedo. Serei só eu? Como é que um jogador de futebol de pode chamar Caicedo? Cai... cedo. Pimba, já caiu. É a mesma coisa que eu trabalhar num restaurante e chamar-me Manuel Leite Azedo. É agoirento, no mínimo. Ninguém ensinava este rapaz a escolher um nome mais feliz? Toda a gente sabe que os nomes de jogadores nunca foram lá muito felizes. Mas um Deco, por exemplo, não chateia lá muito. A menos que os consumidores lhe batam à porta a meio da noite a fazer queixas, acho que não interfere na carreia do senhor sob forma de maldição. Ou mesmo um Luís Figo, que aparte de alguns comentários do género “Chamava-te um Figo!”, as repercussões não devem ser penosas. Agora, Caicedo? Eu sugeria rapidamente uma mudança de nome, até porque o senhor pelos vistos tem mesmo tendencia para cair, e assim, ao menos que caia tarde.